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CINEP - COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DA PARAÍBA

Atividade industrial brasileira cresce pelo 4° mês seguido

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria de transformação brasileira cresceu de 79,4% em abril para 79,8% em maio, no indicador já livre das influências sazonais. 

Este é o quarto resultado positivo consecutivo, na comparação com o período imediatamente anterior, de acordo com os números da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

De acordo com a pesquisa, ainda não há um cenário consolidado de recuperação da atividade industrial. A CNI registrou o crescimento de dois índices (UCI e faturamento real), mas as horas trabalhadas e emprego seguiram em trajetória de queda no mesmo período. 

O faturamento cresceu 1,1% em maio, frente ao mês anterior (índice livre das influências sazonais). Esse indicador registrou crescimento em três dos cinco primeiros meses de 2009, o que não sustenta um movimento de recuperação, segundo a CNI. Na comparação com o mesmo mês de 2008, o faturamento ainda é 7,7% inferior.

O indicador dessazonalizado de horas trabalhadas recuou 0,5% em maio, em comparação com o mês anterior. Segundo a CNI, "ainda não foi delineada uma trajetória de recuperação desse indicador" desde a forte queda das horas trabalhadas nos meses de novembro e dezembro de 2008. 

Acumulando a sétima queda seguida os postos de trabalho na indústria tiveram uma redução (dessazonalizada) de 0,3% em maio, na comparação com abril. O comportamento do emprego aponta que o ajuste do mercado de trabalho na indústria ainda está em curso, avalia a CNI. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ritmo de queda do emprego se intensificou para 4,1% em maio – a maior retração, nessa base de comparação, desde o início da série, em janeiro de 2003. 

A deterioração do mercado de trabalho continua trazendo impactos negativos à massa salarial, que recuou 4,7% em maio frente ao mesmo mês de 2008. Os setores que mostraram a menor ociosidade no parque industrial em maio foram os de outros equipamentos de transportes (90,8%), refino e álcool (89,6%), papel e celulose (88,1%), couros e calçados (87,5%).

No entanto, mesmo com o aumento da utilização da capacidade na maioria dos setores pesquisados, a UCI ainda está 3,3 pontos percentuais abaixo do nível verificado no mesmo mês do ano passado, de 83,1%.