
A produção industrial brasileira cresceu 2,2% no mês de julho, frente a junho, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o sétimo mês de alta consecutiva do setor, na comparação mensal frente a igual mês do ano passado, no entanto, houve queda de 9,9% na indústria, a menor baixa desde abril. No acumulado do ano, o setor tem recuo de 12,8% e, em 12 meses, a baixa de 6,5%. O índice de média móvel trimestral da produção industrial subiu 1,3% no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho. O aumento da produção em julho atingiu 23 dos 27 ramos pesquisados pelo IBGE. "O desempenho de maior importância para o resultado global veio de máquinas e equipamentos (8,9%), que após forte ajuste na produção, no final do ano passado, acumulou ganho de 11,6% entre abril e julho", informou o instituto.
"Também merece destaque o avanço de 4,5% na metalurgia básica, que mostra crescimento por quatro meses consecutivos, influenciado, neste mês, pelo retorno a operação de alguns alto fornos, seguido por alimentos (1,9%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (12,1%), borracha e plástico (5,6%), minerais não metálicos (3,6%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (4,5%)", completou.
Na outra ponta da tabela, máquinas, aparelhos e materiais elétricos tiveram o maior recuo, com 6,3%. Petróleo e produção de álcool baixou 1,1%, enquanto veículos automotores – que somam alta de 69,2% no ano – fecharam julho praticamente estável, com alta de 0,1%.
"Entre as categorias de uso, ainda na comparação mês/mês anterior, o setor de bens de consumo duráveis (4,6%) sustentou o maior ritmo de crescimento, na passagem de junho para julho, seguido por bens intermediários (2,0%) com ritmo próximo ao do total da indústria (2,2%), enquanto bens de capital (1,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) cresceram abaixo da média", finalizou o IBGE.